Curiosidades

Este espaço será utilizado para divulgar curiosidades da música, dicas, técnicas e modalidades de instrumentos diversificadas.


Curiosidade musical recebida do irmão Nelson Denarde Júnior
lista-de-ensaios@ibest.com.br  e/ou lista-de-ensaios@ig.com.br.

Creio que todos vcs já tenham presenciado em algum ensaio, um exercício cujo objetivo não consegui até hoje descobrir, que consiste em pedir aos Baixos que fiquem tocando a última nota do hino repetidamente em notas de um tempo, similar à um tambor fazendo: TUM, TUM, TUM,..... indefinidamente.

Me lembrei que na época do Conservatório, em teoria musical havia estudado algo assim, e como fiquei um pouco pensativo com esta execução fiquei meditando alguns dias sobre isto,  e decidi relembrar indo atrás da informação em livros e cadernos velhos de música, depois fui consultar alguns irmãos que estão fazendo faculdade de música questionando sobre o tema, e obtive por resposta o seguinte:

O nome da execução que mais se aproxima do referido exercício é Ostinato, que se caracteriza por repetição de uma nota ou grupo de notas, e tem entre tantos usos,  o de despertar no ouvinte drama, angústia, inquietação, agonia,  também é utilizado para interligar temas dentro de um mesmo movimento e  dependendo da construção pode ter até efeito hipnótico.

Visto que isto me deixou pensativo, resolvi procurar na Internet em sites de Teoria Musical definições e exemplos do Uso do Ostinato, afinal eu poderia ter aprendido parcialmente, ou ter compreendido errado, enfim queria uma informação isenta.

Achei o conteúdo abaixo e colei para vcs, com suas respectivas fontes.

Deixo a critério de cada um o raciocínio se o exercício é ou não um Ostinato, mas eu, particularmente me preocupo com esta execução por não saber o que pode causar,  ou pior qual origem de sua inspiração..

Segue o material encontrado:

Ostinato: palabra italiana, equivalente a basso ostinato (bajo obstinado) u obligado, fórmula de repetición continua, en el bajo instrumental, de una serie de notas. Fue abandonado hacia mediados del siglo XVIII y repetido con mayor libertad durante el XIX como elemento de algunos desarrollos sinfónicos (en Bruckner, por ejemplo) e intenta producir un efecto de hechizo en el auditor (ver Stravinsk¡).

Nota
Hechizo = (substantivo) Feitiço, encantamento (adjetivo) fingido, artificial; postiço.
Dicionário Michaelis Trilìngüe - Editora Klick - 2001
 

Fonte: http://www.el-atril.com/Fichas/teoria/glosario.htm


A versatilidade de Enio Morricone em Cinema Paradiso
Letícia Florence e Paula Mazini,
3º ano de Rádio e TV
Fundação Cásper Líbero
 

Cinema Paradiso conta a história de Salvatore, um cineasta famoso. Sua paixão pela sétima arte foi estimulada pelo amigo Alfredo, o projecionista da sala de cinema de uma pequena cidade.

A trilha sonora da obra é um espetáculo à parte neste belíssimo trabalho de Giuseppe Tornattore. Sem a elaborada música de Andrea Morricone e Ennio Morricone, o filme provavelmente cairia em clichês piegas. Em alguns momentos, a música chama mais a atenção do espectador do que as imagens em si. Além disso, é o elemento responsável por gerar sentimentos no espectador.

O tema de amor soa belo e emocionante sem ser brega. A música de Morricone é tocada, basicamente, por cordas e madeiras. Os instrumentos que mais se destacam são a flauta, a clarineta e o violão (principalmente nos solos do tema de amor).
As cordas são um recurso importante na composição de trilhas em momentos românticos. Morricone soube empregá-las para engrandecer os momentos dramáticos do filme. Na última cena é impressionante como a música e as imagens de filmes antigos são igualmente belas, despertando no público uma emoção sincera.

Na cena em que ocorre o incêndio no Cinema Paradiso, o compositor utilizou um recurso chamado ostinato, que é a repetição de um mesmo tema durante um determinado tempo. Desta forma, a repetição das mesmas notas tocadas pelas cordas proporcionam a dramaticidade.

O ostinato é muito freqüente em trilhas sonoras em cenas de drama, tensão e suspense. Um exemplo clássico deste recurso seria a famosa música de John Williamns para o filme Tubarão, de Steven Spielberg. Nas cenas em que o animal está prestes a atacar, a repetição daquelas mesmas notas tocadas pelas cordas são responsáveis pela tensão e não necessariamente as imagens.

Outro recurso usado por Morricone é o moto perpétuo, que consiste na repetição de várias notas tocadas de forma bastante rápida. Isso ocorre quanto Salvatore viaja de bicicleta, levando a película para ser exibida em outra cidade. Conforme o garoto vai diminuindo o ritmo da bicicleta, a música também diminui de forma gradual. Nesta seqüência, isso é um mero recurso, só chama a atenção do espectador mais atento, pois a atenção deve estar voltada para o personagem.

O mesmo acontece com a marcha militar tocada quando Salvatore está no exército. É uma marchinha absolutamente simples. Composta aos moldes militar, apenas ilustra as imagens.
O tema de amor de Salvatore e Elena é sem dúvida a música mais marcante de Cinema Paradiso. É uma melodia simples, no entanto muito marcante e bem elaborada. É uma música totalmente apropriada para um momento de amor, lembrando peças de compositores clássicos do período romântico. Mais uma vez, a repetição do tema gera a emoção, como nas cenas finais, em que este mesmo tema é tocado pela flauta, clarineta, violão e claro, pelas cordas...

Fonte: http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&id=164